Saúde da mulher

Ultrassom Transvaginal: alta definição para avaliação da saúde pélvica

Duração Média15 a 20 minutos.
Preparo PrévioBexiga completamente vazia. O exame é realizado por via vaginal.
Período IdealPode ser realizado em qualquer fase do ciclo menstrual, de acordo com a indicação clínica. Em algumas situações, pode ser preferível realizá-lo fora do período menstrual.
Ultrassom Transvaginal

O ultrassom transvaginal é um exame de imagem de alta resolução utilizado para avaliar detalhadamente os órgãos pélvicos femininos, especialmente o útero, o endométrio e os ovários.

Como o transdutor é introduzido delicadamente pela via vaginal, ele fica mais próximo das estruturas que precisam ser examinadas, permitindo imagens mais detalhadas do que aquelas obtidas, em muitas situações, pelo ultrassom pélvico realizado através do abdome.

É um dos principais exames utilizados na investigação de alterações uterinas e ovarianas, como miomas, pólipos endometriais, cistos ovarianos, alterações do endométrio e algumas causas de dor ou sangramento ginecológico. Também tem papel fundamental na avaliação da gravidez em suas fases iniciais.

O procedimento é rápido, seguro e deve ser realizado com respeito à privacidade, ao conforto e aos limites de cada paciente.

Quando o ultrassom transvaginal é indicado?

O exame pode ser solicitado para diferentes finalidades, entre elas:

Investigação de dor pélvica ou sangramento anormal: pode auxiliar na identificação de miomas, pólipos endometriais, alterações ovarianas, adenomiose e outras possíveis causas dos sintomas.

Avaliação do útero e do endométrio: permite analisar a anatomia uterina, a espessura e o aspecto do endométrio, além da presença de nódulos, miomas ou outras alterações.

Avaliação dos ovários: pode identificar cistos, nódulos, alterações relacionadas à ovulação e outras condições ovarianas.

Gravidez inicial: é frequentemente utilizado nas primeiras semanas para avaliar a localização da gestação, o saco gestacional, o embrião e, no momento adequado da evolução gestacional, a atividade cardíaca embrionária.

Avaliação do colo do útero durante a gestação: em situações específicas, o ultrassom transvaginal pode ser utilizado para medir o comprimento do colo uterino e auxiliar na avaliação do risco de parto prematuro.

Ultrassom transvaginal comum e ultrassom para pesquisa de endometriose são o mesmo exame?

Não exatamente.

O ultrassom transvaginal convencional permite uma avaliação inicial do útero, dos ovários e de outras estruturas da pelve. Durante esse exame, podem ser observados alguns achados sugestivos de endometriose, como endometriomas ovarianos, sinais indiretos da doença ou determinadas alterações pélvicas.

Entretanto, existe também o ultrassom transvaginal especializado para pesquisa de endometriose, que é um exame mais avançado, direcionado especificamente para o mapeamento da doença.

Nesse tipo de avaliação, o exame é realizado de forma sistemática, procurando sinais de endometriose em diferentes compartimentos e estruturas da pelve, de acordo com protocolos específicos. Podem ser avaliadas, conforme a técnica e a indicação clínica, regiões como ovários, espaço atrás do útero, ligamentos uterinos, intestino, bexiga e outras estruturas potencialmente acometidas.

Portanto, um ultrassom transvaginal comum pode levantar a suspeita inicial de endometriose, mas não substitui necessariamente um exame especializado para pesquisa e mapeamento da doença, principalmente quando há sintomas importantes ou suspeita clínica específica.

Essa diferença é importante porque o ultrassom para pesquisa de endometriose costuma exigir maior tempo de exame, técnica específica, experiência do examinador e, em alguns serviços, um preparo próprio antes do procedimento.

O ultrassom transvaginal dói?

Para a maioria das mulheres, o ultrassom transvaginal é bem tolerado e não causa dor significativa. O transdutor utilizado tem formato anatômico, é protegido adequadamente e recebe gel para facilitar a realização do exame.

Algumas pacientes podem apresentar desconforto, especialmente em situações de dor pélvica, inflamação, endometriose, tensão da musculatura do assoalho pélvico ou maior sensibilidade individual.

Por isso, uma técnica delicada, a comunicação durante o procedimento e o respeito aos limites da paciente fazem diferença para tornar o exame mais confortável e acolhedor.

Dra. Winni Scardua

Dra. Winni Scardua

Radiologista • CRM-ES 13.754 • RQE 124.65

Sou médica radiologista com atuação em ultrassonografia obstétrica e pediátrica. Ao longo da minha carreira, já realizei mais de 40 mil exames de imagem, acompanhando milhares de gestantes, recém-nascidos e crianças em diferentes momentos da vida.

Além da minha experiência clínica, busco manter uma prática baseada em evidências científicas, aliando conhecimento técnico, atualização constante e uma comunicação clara com as famílias.

Criei este blog porque acredito que informação de qualidade também faz parte do cuidado. Meu objetivo é traduzir a linguagem médica para que pais e mães compreendam melhor os exames solicitados para seus filhos, tomem decisões mais informadas e se sintam mais seguros durante essa jornada.

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